Se eu caio no suingue é pra me consolar!
Eu sou a velha
mais bonita de Goiás.
Namoro a lua.
Namoro as estrelas.
Me dou bem
com o rio Vermelho.
Tenho segredo
como os morros
que não é de adivinhá.
Sou do beco do Mingu,
sou do larguinho
do Rintintim.
Tenho um amor
que me espera
na rua da Machorra,
outro no Campo da Forca.
Gosto dessa rua
desde o tempo do bioco
e do batuque.
Já andei no Chupa Osso.
Saí lá no Zé Mole.
Procuro enterro de ouro.
Vou subir o Canta Galo
com dez roteiros na mão.
Se você quiser, moço,
vem comigo:
Vamos caçar esse ouro,
vamos fazer água — loucos
no Poço da Carioca,
sair debaixo das pontes,
dar que falar
às bocas de Goiás.
Já bebi água do rio
na concha da minha mão.
Fui velha quando era moça.
Tenho a idade de meus versos.
Acho que assim fica bem.
Sou velha namoradeira.
Lancei a rede na lua,
ando catando as estrelas.
Cora Carolina
Tenho mais ou menos 1,74 metros e estou á cima do peso. Na verdade, nunca fui magra, desde que me conheço por gente tenho pernas demais, bunda demais e sou alta.
Fiz 21 anos e embora seja apenas 21 anos, vivo uma vida digamos que louca desde os meus 14 anos. Não tem muitas coisas as quais eu não tenha passado, o que me assusta, porque eu descobri que algumas pessoas demoram 30 anos pra viver o que eu vivi em 21 ou quem sabe em 6 anos.
Desde que me conheço por gente, sofro de amor. Sofro porque sou ariana, me faço de vítima, sofro porque me fazem sofrer, sofro sozinha.
Ando sofrendo sozinha, sofrendo porque quero. Não adianta colocar a culpa nos homens, na insensibilidade, na altura, cor dos olhos, barba, cabelo ou bigode. A culpa é única e exclusivamente nossa.
Eu simplesmente não ligo ou não ligava. Meu sonho sempre foi ser independente, viajar, morar sozinha, ser dona do único e exclusivo nariz e agora eu só quero saber onde foi que esse sonho se perdeu…
Sempre fui emocionalmente travada e sempre gostei de falar de mim.
Tentei do fundo o meu coração escrever, falar e expressar de alguma forma o amor ou qualquer que seja o sentimento que eu dizia sentir pelos meus namorados. Falo assim porque não era amor, não sei o que é, mas acho que amor a gente não esquece, não sente como se a pessoa fosse uma completa estranha após meses de separação;
Voltando a parte de sofrer. Ando sofrendo sozinha porque me apaixonei sozinha, beijei de coração sozinha, tive lembranças sozinha. E eu sei que você pode me entender, até se for o Bukowisk pode me entender, ele mesmo sofreu sozinho a vida inteira e não teve tantos culhões para aceitar, abaixar a guarda e parar de não se importar. Falo isso como uma fã incondicional que absorve como esponja tudo o que vê sobre ele.
Adoro a solidão, às vezes preciso dela e não são apenas em raras situações, se pudesse ficaria sozinha todo tempo e confesso que já estava acostumada.
O problema começa quando você deseja. Quando você deseja conhecer, deseja mais e piora quando você consegue.. É claro que tudo isso depende muito do que ou de quem você deseja.
Então cuidado, cuidado com as expectativas.
Acho que eu não mudo mais. Continuarei com todas as minhas características e só mudarei na idade.
Com a solidão eu posso me acostumar. A paixão, é claro que eu vou esquecer, mas o coração, esse sim não aguenta mais sofrer, sozinha ou não.
Eu só queria que essa minha vontade de perdoar o mundo durasse. Hoje eu não odiei o Bradesco, a Vivo,o IPTU, a mulher que divide a vaga do prédio comigo, o motoqueiro que me manda ir mais para o lado, a garota que fala caipira. Hoje eu não odiei nada nem ninguém. Eu apenas fiquei lembrando a cada segundo que você se desesperou pra encontrar meu brinco de coração. Você quis encontrar meu coração pequenininho no escuro. E você encontrou.
Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio.
Hoje, depois de muito tempo, eu acordei e não me olhei no espelho. Eu não precisei confirmar se eu era bonita. Eu acordei tendo certeza.
Não tenha medo. Eu sou só uma menina boba com medo da vida. Mas hoje eu não tenho medo de nada, eu apenas fecho os olhos e lembro de você me dando aquela flor velha, fazendo piada ruim as sete da manhã, me lendo no escuro mesmo com dor de cabeça. Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o Bob Marley, com o Bob Dylan e até com o ovomaltine do Bob´s. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo.
o que mudou do dia 22 de março de 2011 pra hoje?
Desde de pequena eu não considerava o ato “fumar” como um vício mal.
Convenhamos que cada cigarro nos mata um pouco mais e tudo aquilo que o Dráuzio Varella fala é realmente verdade, mas nem sempre o cigarro nos fazem mal. Digo isso como fumante que sou, não com orgulho, mas simplesmente fumante.
Fumo quando eu to triste, fumo quando eu to feliz, fumo quando me sinto sozinha e fumo pra fazer amigos.
Preciso disso se o café é muito bom, muito forte ou muito ruim. Só eu sei a sensação plena de fumar enquanto sinto o gosto da cerveja gelada e quanto quente só eu sei o quanto o cigarro ajuda a descer.
As mães do Brasil certamente odiarão ter que ler palavras sinceras de uma fumante feliz e os fumantes certamente amarão e se identificarão.
Acreditem, para uma jovem nascida bem no começo dos anos 90 a decisão de fumar não agrada nem um pouco a minha mãe, meus amigos e a sociedade.
O que eu quero dizer é que ascender o meu cigarro e parar pra pensar, me ajuda mais do que qualquer conselho e se tiver uma música boa tocando em alto e bom som não tem nenhuma terapia que me faça sentir maior paz e calma. São seis minutos pensando em tudo o que eu tenho que pensar, em o que eu tenho que mudar, tenho que fazer, melhorar ou deixar pra trás. Não é a toa que tenha músicas e inúmeras fotos em homenagem ao um dos vícios mais nojentos do mundo.
Há quem diga que pessoas que fumam são menos inteligentes, são suicidas e um tanto quanto fétidas. Tá bom, sociedade, você até tem razão na parte em que nos denominam suicidas.
Preciso disso mais e mais quando eu tenho que engolir coisas que eu não conseguiria, como uma cerveja quente. É uma calmaria exorbitante quando eu consigo apagar os meus sentimento e jogar a mágoa num cinzeiro, parapeito de janelas ou em uma calçada qualquer.
Na minha casa é assim que eu faço, é assim que eu me acalmo e é assim que eu resolvo as coisas.
Crianças dos anos 2000, não sigam o meu exemplo ou sigam, quem sabe assim vocês se sentirão como eu me sinto. Bem.
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas … permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca …
Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois … se calhar …
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos … me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte! Se nada disso funcionar … experimente me amar!